Dicas para Intercâmbio – 5 passos para ter uma experiência de Sucesso

Hello!

Quem está falando aqui é a Mary, sou jornalista e hoje vou compartilhar

com você um tema muito bacana: Dicas para Intercâmbio, porque sei que é o

sonho de muita gente…

É cada vez mais frequente ouvir uma pessoa dizendo que está

planejando fazer intercâmbio. 

E embora seja uma experiência incrível e transformadora,

é importante atentar para alguns detalhes para que você

possa tirar o máximo de proveito de cada momento. 

Vou contar para vocês:

um pouco da minha experiência em intercâmbio,
dicas das lições que aprendi
desafios que enfrentei
como consegui ficar fluente em inglês em poucos meses, mesmo tendo ido

viajar sem saber nada de inglês. 

Ah, mas antes de começar a te contar minha história,

tem um conteúdo que me ajudou muito a conseguir me virar no inglês

antes mesmo de ficar fluente.

Em 2008, com 26 anos, eu estava me formando no curso

de jornalismo e a maioria dos meus colegas de profissão

eram fluentes não só em inglês como em outra língua também.

Eu era uma das únicas da sala que não falava inglês e, claro,

isso me deixava bem chateada e me fazia perder boas oportunidades de trabalho.

Até aquele momento, eu não sabia que havia uma forma de ficar fluente fora dos cursos tradicionais e,

como não tinha tido possibilidade de pagar um bom curso, havia ficado de fora

do seleto hall daqueles que podiam conversar tranquilamente com um gringo.

No final daquele ano, meu namorado (hoje marido), que morava na Irlanda,

sugeriu que eu fosse fazer um intercâmbio por lá para que eu pudesse

finalmente aprender o inglês.

Eu não achava que aquilo fosse para mim, pois era um grande investimento financeiro,

mas acabei fazendo um esforço e, mesmo tendo um bom emprego aqui no Brasil,

resolvi deixar tudo para trás e partir rumo ao desconhecido.

E essa é a primeira dica para intercâmbio:

1) Não tenha medo de ousar, saia da sua zona de conforto,

pois é lá que a mágica acontece.

Parti para a Irlanda com duas malas, muitos sonhos, receios e com uma lista

de possíveis perguntas e respostas (Questions and Answers) que o oficial da

imigração poderia me fazer.

Não falava nada de inglês e temia ficar perdida, travar e não conseguir falar nada e

não conseguir o visto.

Isso porque para entrar nos países da Europa, você obtem o visto na hora em que chega

no país e não previamente como acontece com os USA.

Lembro-me perfeitamente dessa lista. Meu marido ajudou a fazê-la e colocamos

nela todas as possíveis perguntas que um oficial da imigração poderia me fazer

(desde as mais simples até as mais complexas) e fizemos as respostas para

que eu pudesse treinar e até mesmo decorar.

Pedi também para que meu marido lesse as perguntas para eu me acostumar

com o som das palavras.

Eu parecia um robozinho. Li e decorei quase a lista toda e aquilo me deu mais

segurança para enfrentar aquele desafio maluco.

E essa é uma dica valiosa para quem deseja fazer intercâmbio

 2) Dica valiosa para quem deseja fazer intercâmbio,

elabore uma lista de perguntas e respostas ou um texto,

Estude o significado das palavras e a forma de pronunciá-las.

Isso vai te dar segurança para vencer o medo de travar. 

Peguei um vôo que tinha escala em Madri, Espanha e depois parti diretamente para Dublin,

Irlanda. Parte do vôo e da escala eu passei lendo e relendo aquela lista,

pois eu tinha que saber o que responder quando me perguntassem algo e a

minha preocupação era grande porque eu nunca tinha tido qualquer conversa

com um nativo antes.

Chegando na imigração, com um sotaque carregado de inglês irlandês, o oficial me

perguntou o que eu tinha ido fazer na Irlanda e eu, porque tinha treinado muito ouvir essa frase,

expliquei com meu inglês decorado que eu estava indo fazer intercâmbio e mostrei todos os meus documentos.

Ele checou tudo e me deixou passar, para meu alívio e alegria. Isso me deixou confiante

para que eu enfrentasse os próximos desafios que viriam. E foram muitos.

Dica Top de Intercâmbio: Mudanças de rotina.

Chegar em um novo país é mudar totalmente o cenário da sua vida.

Todas as atividades que você realizava antes, como fazer compras,

pegar um ônibus, pedir informações na rua, assistir um programa de televisão,

escutar rádio, mexer nos aplicativos do celular, tudo gira em torno de um novo idioma,

no meu caso, foi o inglês.

Essa imersão, como chamamos, no começo chegou até a me dar dor de cabeça.

Atividades que antes eram simples, como enviar uma mensagem de texto no celular,

haviam ficado complexas. Mas aos poucos o meu cérebro foi se acostumando e logo o

inglês já não soava tão estranho aos meus ouvidos.

O cérebro é um músculo e precisamos exercitá-lo.

No começo os exercícios podem provocar um pouco de dor,

mas depois nos acostumamos e progredimos.

3) A dica que tenho para que você possa absorver o máximo de

informações possíveis das experiências rotineiras que terá em um intercâmbio é a Curiosidade.

Pode parecer um pouco óbvio, mas vi muita gente que passava pelas atividades

diárias sem atenção e curiosidade, fazendo com que perdessem de aprender muita coisa.

Por exemplo, se você vai a um supermercado, fique atento aos nomes dos produtos em inglês,

mas também a todas as conversas das pessoas a sua volta.

Preste atenção nas expressões corporais quando dizem determinadas frases,

veja o que falam quando vão pedir algum produto a um funcionário, ou quando vão passar

as compras no caixa, por exemplo.

É preciso ser curioso como uma criança para poder tirar o máximo de proveito de cada situação.

E essas dicas podem ser aplicadas a qualquer ambiente e interação que você tiver.

Dica Top de Intercâmbio: Interação com nativos

As primeiras interações com nativos que tive, tirando o pessoal da imigração,

foram na casa onde morei. Dividi a casa com 2 irlandeses e uma irlandesa e, no começo,

realmente não foi muito fácil.

Por mais que as pessoas se esforçassem, eu morria de vergonha por não conseguir completar

uma frase corretamente e como sempre gostei muito de conversar,

fiquei um pouco chateada por não conseguir manter diálogos.

Foi aí que eu percebi que teria que perder a vergonha de qualquer jeito e me arriscar.

Comecei a tentar falar frases simples e percebi que as pessoas se esforçavam para se

comunicar comigo também.

Nosso maior medo costuma ser passar vergonha ou achamos que os nativos

não vão ter paciência para conversar com a gente, mas, na maioria das vezes, isso não é verdade.

As pessoas acabam gostando do fato de estarmos em seus países aprendendo sua língua,

por isso tendem a ser colaborativas com os estrangeiros.

4) Minha quarta dica para intercâmbio é: todos os dias, determine que você vai

conversar com pelo menos 2 pessoas em inglês. Tente dar preferência para nativos

ou estrangeiros de outros países que não falam português.

Essa dica serve para não cairmos na tentação de evitarmos diálogos com nativos por

ser uma atividade um pouco difícil no começo.

É comum durante um intercâmbio procurarmos por brasileiros porque temos mais afinidade,

ou porque estamos um pouco cansados de falar e pensar em inglês.

No entanto, é preciso ter foco e lembrar que se você não se dispuser a conversar com nativos,

vai estar perdendo tempo e dinheiro do seu intercâmbio.

Dica Top de Intercâmbio: Arrumando um emprego durante o intercâmbio

Ao decidir fazer meu intercâmbio, eu sabia que teria que trabalhar uma parte do

tempo para poder me manter. Além disso, eu queria poder ter contato com outras

pessoas em um ambiente diferente do da escola, pois seria algo mais desafiador.

Mesmo sendo formada em jornalismo e com várias experiências profissionais na área,

ao chegar na Irlanda, tive que ir trabalhar em áreas em que eu nunca havia atuado

profissionalmente antes. Isso incluiu limpar escritórios, hotéis, pubs (que, aliás, não faltam por lá),

fazer sanduíches, lavar muita louça e servir clientes, que nem sempre eram educados.

Sinceramente, não me envergonho nem um pouco disso e confesso que foi um tempo muito proveitoso.

Como eu não tinha domínio da língua inglesa, comecei em funções que não exigiam tanto inglês

conforme fui aprendendo, alcancei funções melhores.

5) Se for preciso, saiba “retroceder” um pouco em sua carreira profissional.

Não encare isso como perda de tempo, pois muitas vezes dar um passo para

trás é necessário para progredir.

O melhor emprego que consegui durante meu intercâmbio foi o de vendedora em uma

boutique feminina bacana em um shopping center. Confesso que arrisquei alto, pois meu

inglês ainda não era tão bom.

Lembro-me que saí um dia para entregar currículos pela cidade (lá, fazemos isso pessoalmente

e deixamos currículos impressos nos estabelecimentos) e decidi ir ao shopping.Uma loja estava

pedindo vendedoras, mas fiquei morrendo de medo de entrar, pois achei a loja muito chique

para o meu nível de inglês, rs.

Meu marido deu um empurrãozinho e entrei na loja para deixar meu currículo e, já na hora,

uma das gerentes fez uma mini-entrevista comigo. Fiquei com receio, é claro, mas encarei as

perguntas, que não eram tão complexas, e consegui responder.

No dia seguinte, recebi uma ligação marcando uma entrevista. Frio na barriga.

Novamente, fiz uma lista de possíveis perguntas e respostas que a entrevistadora

poderia me fazer. Isso me ajudou DEMAIS! Treinei as perguntas e respostas com meu marido,

coloquei minha melhor roupa e fui para a entrevista.

Quem me recebeu na loja foi uma irlandesa pequenina e simpática, com um sotaque bastante carregado.

Confesso que não entendia claramente o que ela falava, mas observei bastante a linguagem

corporal enquanto conversávamos.

Embora ela não tenha feito exatamente as perguntas que eu tinha colocado em minha lista,

consegui entender boa parte do que ela falava porque havia me habituado com os assuntos

que envolvem uma entrevista de emprego. Falei com um pouco de dificuldade,

mas me fiz entender, que é o que importa. Saí de lá com algumas esperanças,

mas sem certeza se tinha ido bem ou não.

No dia seguinte, recebi a ligação tão esperada dizendo que o emprego era meu.

Foi uma grande conquista para mim e isso aumentou ainda mais minha confiança de que era

possível alcançar minha fluência em pouco tempo.

Trabalhar apenas com irlandesas foi um grande desafio, mas foi isso que me ajudou

a romper na língua inglesa. Passei muito tempo ouvindo as clientes, prestava atenção em cada gesto

e em como elas pronunciavam as palavras e isso foi essencial para o meu processo de aprendizado.

Como se preparar desde já?

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Good luck!

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